top of page

IMPACTO DO TRANSTORNO BIPOLAR NA VIDA SEXUAL

Atualizado: 21 de jan.



A sexualidade faz parte da vida da maioria das pessoas, e isso não é diferente para quem convive com o transtorno bipolar. No entanto, manter uma vida sexual equilibrada pode ser tão desafiador quanto lidar com os próprios sintomas da condição.


As manifestações relacionadas ao desejo e ao comportamento sexual variam bastante. Algumas pessoas passam por fases de libido muito elevada, enquanto em outros momentos enfrentam queda acentuada do interesse e da função sexual. Essa oscilação pode dificultar o início ou a manutenção de relacionamentos afetivos. A impulsividade típica da mania pode levar a atitudes prejudiciais, enquanto episódios depressivos intensos podem abalar até vínculos já consolidados.


MANIA E HIPERSEXUALIDADE


A hipersexualidade é um dos possíveis sinais da mania ou hipomania. Ela se caracteriza por uma busca exagerada por gratificação sexual, acompanhada de menor capacidade de inibição e, às vezes, por interesse em comportamentos considerados inadequados. Embora nem toda pessoa em mania apresente hipersexualidade — e isso não seja sinônimo de vício em sexo — reconhecer esse padrão é importante para compreender como o transtorno bipolar pode se manifestar.


Além de comprometer relacionamentos, a hipersexualidade pode expor o indivíduo a riscos, como infecções sexualmente transmissíveis e outras consequências negativas. Por isso, ajustar o tratamento medicamentoso para estabilizar o humor é fundamental para evitar que esse comportamento se torne destrutivo.



IMPACTO DA DEPRESSÃO NA FUNÇÃO SEXUAL


A depressão, por sua vez, costuma reduzir drasticamente o desejo sexual. E não é apenas o humor deprimido que interfere nisso: alguns medicamentos usados no tratamento também podem diminuir a libido ou dificultar a resposta sexual.

Durante fases depressivas, é comum que a pessoa com transtorno bipolar passe longos períodos com pouco ou nenhum interesse em sexo, o que pode dificultar relacionamentos e gerar frustrações. A própria depressão alimenta sentimentos de culpa, inadequação e baixa autoestima, afetando a forma como a pessoa se percebe e se relaciona com a própria sexualidade.


Como o transtorno bipolar pode afetar a vida sexual


  • Privação de sono: a exaustão física e emocional causada pela falta de sono pode tornar a atividade sexual cansativa ou sem atrativo.

  • Medicações: alguns tratamentos medicamentosos, podem reduzir o desejo sexual ou dificultar orgasmo e ereção. Conversar com o médico é essencial, pois existem alternativas e ajustes possíveis para minimizar esses efeitos.

  • Ciclo negativo: quanto menos a pessoa se envolve sexualmente, mais pode sentir insegurança e culpa, reforçando o afastamento.

  • Autocuidado prejudicado: durante episódios depressivos, a falta de energia e motivação pode afetar a higiene e o cuidado pessoal, influenciando a intimidade.

  • Autoestima baixa: sentimentos de desvalorização e inadequação são comuns e podem fazer com que a pessoa se sinta pouco atraente ou indesejada.


Mesmo que o foco principal do tratamento seja estabilizar o humor e controlar a depressão, isso não significa abrir mão da vida sexual. Existem estratégias e ajustes terapêuticos que permitem reduzir os efeitos colaterais sem comprometer o tratamento.


Conviver com o transtorno bipolar pode ser desafiador, mas com acompanhamento adequado é totalmente possível construir uma vida plena, funcional e satisfatória — inclusive no campo da sexualidade.


CUIDE BEM DE VOCÊ!

Se precisar de ajuda fale aqui


Lucinê Costa e Silva - Psicóloga

CRP04/22623


COMPORTAMETNO DE RISCO NO TRANSTORNO BIPOLAR - Leia



bottom of page